segunda-feira, 22 de março de 2010

Julgamento do Casal Nardoni:


A partir de hoje, o Brasil virará seus olhos para o Fórum de Santana, em São Paulo. Começou a poucos instantes o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana C. Jatobá, que em 29 de março de 2008, vieram a tona através do caso Isabela. Esse caso, comoveu o país, ao mostrar um linda menininha de 5 aninhos (quase seis), que foi jogada do sexto andar do Edificio London, onde residia seu pai e sua familia.

O que choca nesse caso, são as evidencias que apontam para um absurdo inominável que é a morte produzida por quem gerou a pessoa. A crueldade de quem deveria cuidar e que aparentemente encerrou uma trajetória de vida que tinha tudo para ser brilhante.

Esse caso, dá inúmeras possibilidades de reflexão. Pode-se pensar desde a simples criação de crianças cuja relação dos pais finda, até a situação dos pequeninos no Brasil. O caso Isabela choca, porque sua origem era burguesa. Ela era uma criança que tinha todas as possibilidades de uma vida digna.

Porém, nem todas as crianças gozam de iguais possibilidades. Muitas, ficam jogadas à própria sorte, por causa de um sistema que exclui. Quantas crianças, não tem plano de saúde e morrem nos hospitais públicos por causa de simples infecções? Quantas vidinhas não se perderam por falta de recursos? Até bem pouco tempo, a expressão mortalidade infantil era muito recorrente.

O fato é que independente da origem social, da classe, da cor, não podemos permitir que interrompam nem vidas, nem sonhos das nossas crianças. Cabe a nós, adultos, lutarmos por um mundo melhor para elas viverem, em que haja acesso digno a saúde, educação, segurança, e, principalmente, esperança. Onde elas possam sonhar e não ser ridicularizadas. Onde elas possam criar e não ser sufocadas pela maldade alheia. Onde elas possam ser simplemente crianças e felizes.

Que nesses dias, a gente possa olhar na tv os desdobramentos desse acontecimento - afinal, esse é o julgamento mais aguardado dos últimos anos - e aprender a não deixar impunes destruidores de lares, de vidas, de sonhos. Os Nardoni nos mostram o que não deve ser feito na Educação de uma pessoa. O pai que superprotege o filho, pode estar desenhando a próxima tragédia da qual não queremos ver e muito menos participar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A greve continua...




Desde o último dia 05, milhares de professores paulistas estão de greve. As atividades foram paralisadas por causa dos inúmeros ataques do governador José Serra ao professorado paulista, entre elas, leis que dividem a categoria e precarizam o serviço por se basearem em contratos que não amparam o trabalhador, mas, que o excluem da rede por 200 dias.
No último dia 12 de março, cerca de 50 mil professores compareceram à Assembléia da categoria, realizada no MASP. Na ocasião, a continuidade do movimento grevista foi votada, devido a recusa da Secretaria da Educação em negociar com o sindicato dos professores, diretores, supervisores e funcionários.
Essa greve reflete o autoritarismo do governador paulista, que não aceita a opinião de ninguém, que não investe em educação e que prefere pagar milhões em propaganda a ter que dar respeito e dignidade a uma categoria que tem sido tão humilhada, que perde a cada dia a sua dignidade e é responsabilizada pelo fracasso de uma politica no minimo equivocada.
A continuidade da greve é uma atitude de pessoas de fibra, que decidiram dar um basta aos algozes da Educação. Pessoas que jamais entraram numa sala de aula, e mesmo assim ocupam cargos de chefia e criticam os professores e opinam em sua rotina de trabalho.
Descaracterizar a greve como tem feito o governo é simplificar um abandono de anos, a incompetencia tucana, é enfatizar a alienação de uma população. Se por um lado, a Globo mascara a realidade, assim como as demais emissoras da TV aberta, por outro, as novas mídias são um veiculo importante de informação no mundo globalizado em que vivemos.
Nesse caso, as fotos mostram que milhares de pessoas se uniram contra a falta de estrutura para trabalhar, as mentiras midiáticas, o salário de fome, o ticket da vergonha, a falta da liberdade de cátedra e assim por diante.
Se a greve continua, isso ocorre por que já não dá mais para esconder no reduzido espaço das escolas tanta incompetência, tanto descaso. A falência da escola pública.

sábado, 6 de março de 2010

Greve de Professores Paulistas.

Prezados leitores, quem acompanha o blog nesse quase um ano de existência, sabe o quanto tem sido denunciado os demandos do governo de São Paulo contra os educadores. Sendo assim, não é de se estranhar que novamente a categoria tenha decretado uma greve, por conta de todos os desrespeitos e desvalorização. Em 05 de março, novamente, os professores decidiram cruzar os braços até que o governo negocie condições dignas de trabalho. Queremos valorização e melhores condições para exercer a nossa função que é formar a sociedade paulista.

ESTAMOS EM GREVE!

Pela dignidade do Magistério
e pela qualidade da educação

Senhores pais, prezados alunos,

Você deixaria um estudante de medicina realizar uma cirurgia em seus pais ou filhos em lugar de um médico habilitado e experiente? Supomos que não. Então, por que o governo estadual permite e
incentiva que estudantes e pessoas não habilitadas ministrem aulas no lugar de professores habilitados?
Com uma simples prova, o governo decidiu quem pode ou não pode ministrar aulas, desconsiderando aqueles que estudaram quatro ou cinco anos para serem professores. Com isto, não está respeitando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determina que somente professores habilitados podem ministrar aulas. Muitos estudantes, tecnólogos e bacharéis estão ocupando essas funções.
Mas não é só isso! Todos nós percebemos que a rede estadual de ensino está um caos. As escolas estão desaparelhadas e os professores, desmotivados. O governo do Estado parece ver os professores como adversários e não como profissionais que merecem ser valorizados e bem remunerados. Acumulamos muitas perdas ao longo dos anos, pois não há uma política salarial, mas apenas bônus e gratificações.
Vocês vêem a forma desmazelada com que o governo trata as escolas estaduais. No ano passado, foram até distribuídos materiais com erros grosseiros, palavrões e temáticas inadequadas para os nossos alunos.
O governo mente na sua propaganda. Onde estão as escolas com dois professores em sala de aula? Onde estão os laboratórios de informática abertos nos fins de semana com monitores?
Através de provas e avaliações, o governo discrimina professores, não garante cursos de formaçãono local de trabalho, mantém salas superlotadas e não realiza concursos públicos. Hoje, 100 mil professores (ou 48% do total) são temporários. Não é possível trabalhar bem nestas condições, o que prejudica a qualidade do ensino.
Diante de tanto desrespeito, estamos dando um Basta! Queremos carreira justa, salário
digno, condições de trabalho e condições de ensino-aprendizagem para nossos alunos. Por isto, precisamos da compreensão e do apoio de todos, pois, com a nossa luta, a qualidade do ensino vai melhorar.
Estamos em greve por tempo indeterminado, até que o governo negocie conosco o atendimento de nossas reivindicações em busca da melhoria da escola pública.

Diretoria da APEOESP

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O ano só começa depois do carnaval.

Todo o ano é assim! Depois das festas de fim de ano, as coisas se arrastam, se arrastam e nada começa. Há um festival de embromation pra todos os lados. Junto com o verão, vem aquela preguiça e o forte desejo de não começar nada até que venha o carnaval.
Na festa da carne, eis que surgem as orgias, as malícias e todo o tipo de luxúria. O negócio é pecar em 4 dias o equivalente à satisfação do ano todo. No Brasil, esse clima é ainda mais acentuado.
As pessoas vivem um ano inteiro de dificuldades pra ver tudo rolar nesses dias. Assim são os barracões das escolas de samba, os blocos, as troças e assim por diante. Todo o rico dinheirinho de pessoas humildes investidos numa festa.
Em Recife e Olinda, por exemplo, não existem outras atividades no inicio do ano. Tudo redunda em carnaval. Os ensaios e o frevo tomam conta das duas cidades. Tudo é motivo pra troças, passistas e blocos sairem às ruas.
Tudo o mais é esquecido. A falta de saneamento de Olinda, a sujeira do Centro do Recife, a marginalidade, a disputa politica no PT local que coloca o atual prefeito e seu antecessor em lados opostos. Tudo vira festa. Os problemas vão-se pelo ralo.
Até que na quarta-feira de cinzas, ressurgem juntamente com o Bacalhau do Batata. Nesse momento, vem à tona, as tristezas e dissabores do cotidiano de vidas dificeis.
Quando acaba o carnaval, aí sim, tudo volta ao normal. As noticias no rádio e na televisão. Os programas voltam a ser ao vivo, as pessoas retomam sua velha e amarga rotina de contas a pagar. O mundo real se mostra novamente.
Há as dividas da folia e mais um ano de desafios pela frente. Mais um ano a se pensar sobre os rumos que as coisas na vida toma. E quem sabe, um ano para se pensar se vale ou não a pena investir tudo o que se tem para se transformar em cinzas.
Esse é o Brasil das hipocrisias. Um país onde o pobre se enche de luxo pra fazer a festa pros gringos... Madona e Paris Hilton que o digam...
Um país que sempre depois da beleza, vê os mortos nas estradas, o balanço e o saldo das falsas ilusões. Brincar o carnaval tem seu preço...
Sendo assim, que esse ano comece diferente dessa vez. Com Arruda na cadeia e Kassab cassado, quem sabe as coisas entrem nos eixos. Ou não...
Não resta mais nada a dizer, a não ser. Feliz ano novo.

36 meses!!!


É inacreditável, mas 36 meses se passaram e ainda continuo com o descaso que ronda a minha folha de pagamento. 36 meses de estresse e de inúmeras tentativas em vão. 36 meses de um calvário sem fim, que se iniciou quando a pessoa (ir) responsável pelo lançamento do meu pagamento no sistema, errou. E eu, que não fui designada para essa função, continuo pagando pela incompetência alheia.
Já recorri à todos os orgãos burocráticos do Estado de S. Paulo e só vejo mais e mais burrocracia e nada de solução. Como se vê, não há nada de mágico ser servidor do maior estado da Nação Brasil.
Ser servidor aqui é assim. Tem até aniversário pra comemorar. Três anos de incompetência. Parabéns pelo mau trabalho de vocês.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nossa Senhora e suas mensagens de amor:


Estamos no momento mais profano do ano. É carnaval. É tempo de luxúria. As pessoas só pensam nos prazeres do corpo e esquecem as outras dores do mundo. No Brasil, as prefeituras gastam milhões de reais com a folia, enquanto seus municipes sofrem com calamidades de todo o tipo.
Diante disso, as mensagens religiosas de Nossa Senhora convidam a humanidade ao amor a Deus e ao próximo, à conversão dos pecados. Mensagem bem diferente daquelas em que o corpo é apenas um objeto, cuja alma não tem um fim.
Sendo assim, resolvi linkar uma mensagem religiosa, que nada tem haver com o carnaval, para que o leitor conheça a história de uma das muitas aparições da santa. Essa, ocorre no interior da Bahia. A mãe de Jesus pede a conversão dos pecados. Em tempo de carnaval, vc seria capaz???


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O que falta a João Pessoa:




João Pessoa, é a capital do estado da Paraiba. Localizada no nordeste, a cidade é a terceira mais antiga do país e tem posição estratégica na rota para a Africa. Bem arborizada, a cidade disputa com Paris o titulo de cidade mais arborizada do mundo. Em outras palavras, é um paraiso de verde e mar.
O nome João Pessoa, é uma referencia ao politico que foi pivô da Revolução de 1930 e que foi morto em Recife. É uma denominação recente ao lugar que também fora chamado de Paraíba, Filipéia de Nossa Senhora das Neves e Cidade de Nossa Senhora das Neves. Muitos não sabem, mas lá foi realizado o primeito culto protestante do Brasil, dado curioso para uma das cidades mais católicas do Brasil na atualidade.
Enfim, há muito a se exautar a respeito da cidade. Os pontos positivos são enormes e grandiosos, no entanto, nem tudo são flores. Se por um lado o estado está cada vez mais bonito, com obras de infra-estrutura como a criação do Espaço Ciência e do Centro de Convenções (que será inaugurado em 2010), isso sem falar da duplicação da BR 101 no trecho que atravessa o estado. Obra essa que se arrasta a anos e é promessa de modernidade e progresso.
Além da lentidão da obra, o que se destaca na capital da Paraíba é o trânsito, não pelo excesso de veiculos, isso ocorre em alguns momentos do dia, mas nada anormal, se comparado a S. Paulo e Rio. O que preocupa são os maus hábitos dos motoristas, que desrespeitam as regras de trânsito com a maior naturalidade.
Há pouco mais de sete dias, a defensora pública do Estado, a dra. Fátima Lopes, foi vitima de um brutal acidente, onde o condutor de outro veiculo (embriagado), tirou-lhe a vida num cruzamento na principal avenida da cidade, a Epitácio Pessoa. O fato gerou comoção e revolta na sociedade paraibana, não a ponto de mobilizar o DETRAN local, infelizmente, porque poucos dias após, só se viam barbaridades no trânsito.
Imagine um caminhão estacionado em fila dupla, em pleno horario de pico numa avenida movimentada do centro, e o pior: descarregando. Em João Pessoa isso é possivel, assim como onibus coletivos fecharem a todos a torta e a direita.
A segurança, também anda muito deficiente. Pouco se veem policiais nas praias, por exemplo, o que possibilita um ataque de menores infratores em plena luz do dia. Por fim, há os flanelinhas que se espalham por todos os lugares, intimidando os motoristas a pagarem pra estacionar o carro mesmo em meio ao espaço público. Até mesmo no estacionamento das igrejas eles se concentram.
Se as autoridades resolvessem esses probleminhas, seria bom demais. Quem sabe esse alerta sirva de ajuda, não é mesmo?