Escrevo para expressar a minha indignação com o modo como foi conduzido o caso de agressão de jovens da alta classe média paulista, no domingo, na avenida Paulista. Mais uma vez, vemos a mesma história se repetir. Mais uma vez, o crime dos burgueses é encarado como travessura juvenil, com consequente inconsequencia.
O caso de domingo, além de vergonhoso, retrata a nossa sociedade imoral e hipócrita, que tudo aceita e desculpa, quando quem comete os delitos tem origem social "nobre". Fosse um pobre e a coisa mudaria de figura.
Rapazes de 16 a 19 anos, de boas escolas particulares paulistanas podem sair por aí agredindo outros rapazes, no inicio da manhã da farra, com a justificativa de homofobia, que a injustiça aceita. Para as mães, é perfeitamente normal os filhos estarem a essa hora na rua, após uma noitada, que tudo bem!
Fico com pena dessa gente que cria monstros pra sociedade. São mães e pais que voltam-se contra os professores, que reclamam de seu mau comportamento nas escolas. São genitores, que apenas provém de bens as pessoas que trouxeram ao mundo.
Não se preocupam em educá-los para a vida e a ensiná-los que liberdade não é libertinagem, que respeito é a regra básica da convivência social. Ignoram o fato que ao fecharem os olhos para os erros dos filhos, são cúmplices de crimes bárbaros como esses.
Esses mesmos pais, que defendem e protegem os filhos agressores, em detrimento dos filhos (dos outros) vítimas, podem ser os mesmos, que estarão nas notícias dos jornais como assassinados por seus rebentos.
Limites são um mal necessário para se formar um homem de bem. Isso é uma grande verdade acompanhada de uma grande responsabilidade.