sexta-feira, 9 de julho de 2010

Triste fim de ELIZA SAMÚDIO:

Estamos diante de um dos casos mais bárbaros de violência contra a mulher, que se tem notícia no Brasil. Trata-se do triste fim de mais uma brasileira. Trata-se de mais um caso de impunidade quando se trata de violência contra a mulher. Trata-se de mais uma vez em que não se aplicou a Lei Maria da Penha. Mais uma vez, o agressor se sobressaiu sobre sua vítima.
É inacreditável que em plena atualidade, ainda tenhamos que conviver com casos bárbaros como esse e com a violência contra a mulher.Ela perdura e existe em todos os lugares, todas as classes sociais. O pior, é a aceitação do senso comum, que justifica essas ações, colocando sobre a vítima a causa.
Eliza, infelizmente, não será a última vítima. Ela representa milhões de meninas sonhadoras, que vão em busca da felicidade que acreditam estar ao redor do status social de personalidades. Elas se apaixonam cegamente e acreditam nesses homens, que usam da fama e do dinheiro para seduzí-las.
Nesse caso, o que mais me chama a atenção são os requintes de crueldade, amparados na certeza da impunidade, o sofrimento a que essa menina foi submetida desde o nascimento até o momento de sua morte. Ainda criança, teve de conviver com uma criação paterna e o abandono materno. Essa é uma dor que só que sente sabe.
Não importa quais foram os motivos ou circunstâncias que geraram tão situação. Essa dor da menina Eliza, foi o que fez com que a mulher fosse em busca do reconhecimento do pai. Provavelmente, ela não queria ver o mesmo filme na vida do filho.
Muitos alegam que o que ocorreu se deve ao fato de Eliza ter sido garota de programa. Garotas de programa não existiriam se não houvesse público. Isso não justifica. Nada justifica.
Tudo o que houve, é fruto do descaso, de uma morosidade que se dá na justiça e na polícia, capaz de deixar criminosos impunes, mesmo em meio às evidências do crime. O trágico fim de Eliza é reflexo do descaso com as mulheres que reclamam de companheiros violentos e não são ouvidas.
Pobre Eliza, ficou desacreditada diante do poder e do dinheiro do suposto pai de seu filho, Bruno, o menino talentoso que ascendeu socialmente de maneira muito rápida e que se iludiu diante de tanto dinheiro. O ex-goleiro pensou que passaria impunemente diante de um delito. Esqueceu-se que crime perfeito não existe.
Esse caso macabro, nos remete a vários questionamentos, como a desestruturação das famílias brasileiras, numa semana em que se anúncia o divórcio rápido. Filhos e filhas do acaso, quase sempre não se saem bem na missão de constituir uma família digna.
Outro ponto é o enriquecimento meteórico dos jogadores de futebol. Não que ser rico seja problema. O problema é a rapidez e a falta de preparo psicológico para lidar com o sucesso. Isso é o que os leva a facilmente se envolver em escândalos.
Quanto ao ex-atleta, eu me pergunto: terá valido a pena, tanta perversidade? Terá valido a pena ter perdido tudo em nome de um sentimento de egoísmo e vaidade?

Nenhum comentário:

Postar um comentário