Pra quem está de férias na capital paulista, tenho algumas dicas ótimas. Primeiro, uma volta na zona central, onde tem várias exposições legais. Na BOVESPA, uma exposição tá mostrando as obras do holandês Franz Post, que retrata o Brasil de Mauricio de Nassau.
Ali nas proximidades, o Centro Cultural Banco do Brasil, tá havendo uma programação especial de férias, com atividades maravilhosas e gratuitas. Por último, a Caixa Cultural, trás várias exposições de arte, que incluem desenho, fotografia e pinturas, que valem a pena conferir.
Pra encerrar, devo dizer que as exposições da Pinacoteca e do Museu da Língua, estão imperdíveis. Em todas essas atrações, está sendo comemorado o Ano da França no Brasil, oportunidade única, de se ter contato com a cultura daquele país.
Boas férias.
O objetivo do blog é comentar assuntos diversos que se relacionam com o cotidiano das pessoas. Destacando-se desde assuntos mais leves, como teledramaturgia, até reflexões mais profundas, como análises da conjuntura em seus vários aspectos. Pretende-se interagir com amigos e demais visitantes, para que todos saibam o que pensa e sente uma historiadora.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Máscaras:
É impressionante a capacidade de determinadas pessoas para esconder suas reais intenções, o que pensam, o que sentem, o que querem, e assim por diante. Escondem-se atrás de instituições, credo, posição política, fazendo discursos que nada tem a ver com a sua verdade. Verdadeiros lobos em pele de cordeiro.
Falam da indignação que sentem frente à determinadas situações, mas, é tudo fingimento. Pura enganação. Na verdade, querem apenas o poder, para agir igualzinho a todos os tiranos desse mundo.
Não sabem esses tolos, que determinadas verdades são difíceis de esconder. Elas são ditas nas entrelinhas e quase sempre, se percebe a máscara que está sendo usada. Toda a dissimulação usada em sociedade não passa em brancas nuvens por muito tempo e normalmente volta a quem a emitiu, em sinal de desprezo, de descrença e de indiferença.
Escrevo isso, em nome de uma grande indignação que vivo, mas, na certeza de que ao final, a justiça será feita, ou pela via coerente da razão, ou pela resposta nas urnas. E ela não tardará. Quanto aos mascarados, serão despidos e punidos com a vergonha duradoura. É só.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Viva o Rei!!!

No último sábado (11), o Brasil pode comemorar os cinquenta anos de reinado de Roberto Carlos, o maior cantor romântico do país, que embala os corações a décadas, com letras que tocam profundamente a alma das pessoas. Seja interpretando as próprias canções ou na voz de outros artistas, o fato é que inegavelmente, sua música atinge a todos, fazendo parte da história da vida de muitas pessoas.
Particularmente, adoro as canções do rei, na interpretação dele mesmo. Há muitas canções que tocam o meu coração, porque a memória afetiva que as envolvem me transportam pra várias fases da minha vida. Como muitos, eu cresci escutando as canções do rei. Lembro que todo final de ano, minha tia de Recife comprava o disco mais recente pra nós o escutarmos no Natal.
Fico na dúvida, pra responder qual a música mais bonit, porque elas me levam a tantas emoções, são tantos detalhes, que só mesmo Jesus Cristo, pra me ajudar a dar um palpite.
A celebração desses 50 anos de carreira, remontam a uma época áurea da música brasileira, repleta de movimentos, onde a criatividade dos artistas, suplantava as barreiras políticas e ideológicas e se posicionava contra ou a favor.
Nos livros de historiografia da música brasileira, fala-se muito sobre a característica alienante da música de Roberto Carlos, devido a origem da sua carreira ter se dado em meio à Jovem Guarda, porém, justiça seja feita, essa não é verdadeiramente a origem da carreira do cantor. Ele transitou até mesmo entre os bossa novistas, frequentando os encontros dessa turma, na zona sul carioca, ao lado de Carlos Imperial.
Depois, Roberto aproximou-se do rock e comunicou suas canções através desse ritmo nascente, mas, no fim das contas, criou um estilo próprio capaz de adaptar-se a qualquer tipo de som: do axé ao reggae. O que marcou mesmo a carreira e deu inicio a seu reinado, foram as jovens tardes de domingo.
A Jovem Guarda, de fato, era um movimento que se adequava ao período e ía de encontro aos anseios dos militares, a medida que não questionava a política, em canções simples capazes de satisfazer os ouvidos das massas, despreocupadas em refletirem sobre o regime militar. Porém, esse contexto é muito mais amplo, pois ele envolve toda a cultura de uma época. Se a Jovem Guarda teve público, isso se deve ao fato de haver pouca escolaridade naquele período, além disso, ela surge em meio à criação da industria cultural no Brasil, que transformava cantores em produtos, mas isso, ocorreu também com a bossa nova.
O que diferencia o rei dos outros companheiros, do programa da Record, foi a sua capacidade de ultrapassar as barreiras do tempo e assim, poder demonstrar uma doce personalidade, capaz de se compadecer com as dores de seus colegas tropicalistas, Caetano e Gil, que puderam recebê-lo em pleno exílio, na capital da Itália. Esse aliás, é um aspecto marcante da personalidade de Roberto Carlos: a doçura e a paciência. Até mesmo Elis Regina o perdoou por sua suposta ligação ao militarismo, que no fim das contas, sabe-se que é um mito.
Por fim, sua música é sempre atual e nos revela a beleza do amor, da vida, de Deus, da amizade, de tudo. Até o calhanbeque fica chique, quando interpretado pelo rei. E o melhor de tudo, é que ele não se contamia pela vaidade e nessa simplicidade que é tipicamente dele, ele ganha cada vez mais súditos, sendo um monarca com a cara do Brasil.
Obrigada pelas canções feitas e cantadas pra nós, que seu reinado dure muitos e muitos anos.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Síndrome do pequeno poder:
Hoje gostaria de comentar esse conceito, que formulei já a algum tempo. É impressionante, mas, para conhecer a personalidade de determinadas pessoas, basta dar-lhes algum poder. Nesse momento, as conheceremos de verdade, sem máscaras.
Isso é válido, para pessoas de todas as classes sociais, mas, é entre os menos abastados, que essa síndrome mais ataca. Há pessoas que usam do pouco que tem para humilhar os outros, fazendo uso do pequeno poder, que se revela em cargos e posições (irrelevantes para a maioria das pessoas).
Essas pessoas ignoram o fato de sermos iguais perante o Criador de todas as coisas, embora tenhamos posições hierárquicas diferenciadas, cuja função é tão somente equilibrar o universo. Sendo assim, o executivo é tão importante quanto o faxineiro da empresa, nunca o primeiro terá mais valor que o segundo, pois ambos, estão envolvidos numa espécie de teia, onde cada um pertence a uma parte, mas, ambos pertencem ao conjunto.
No entanto, muitas pessoas insistem em empinar o nariz e se sentir superior, por ocupar uma função de destaque. Sentem-se como se fossem a última bolacha do pacote, postam-se num andor, inconscientes do papel ridiculo que encenam.
Vejo cotidianamente essa postura, nas escolas da vida. Muitos gestores, agem como se fossem deuses, tendo um comportamento acima do humano, querem ser adorados, inclusive. Não percebem que são apenas uma estatística a favor do governo. Não são tão necessários como pensam. Podendo ser substituídos ou afastados, sem causar dano a quem quer que seja.
Por outro lado, conheço pessoas maravilhosas, que de fato ocupam cargos relevantes para a sociedade e que até poderiam exigir uma certa reverência, mas não o fazem, por entenderem o quão efêmeras são essas coisas, e que elas não podem interferir no modo de ser, pois há outras coisas mais importantes, para serem valorizadas.
Enfim, essas palavras servem para que as pessoas reflitam sobre a sua ação no meio em que vivem, e para que pensem na posição que ocupam na sociedade, como uma consequência de seu empenho pessoal, o que não lhe dá o direito de destratar os semelhantes, porque apesar das profissões, enquanto pessoa humana, somos todos iguais e temos, portanto, as mesmas necessidades. Pensem nisso.
sábado, 4 de julho de 2009
Polêmica na morte de Michael Jackson:
Há pouco mais de uma semana, faleceu o rei do pop e as polêmicas não páram. É impressionante como basta morrer para um individuo tornar-se bom, maravilhoso, querido e amado. Por ocasião de sua morte, vieram à tona, milhares de informações que revelam a generosidade e atos impensados do grande ídolo das massas.
O tempo todo, surgem debates e mais debates de especialistas, que analisam os traços de sua personalidade e explicam a destruição de sua auto-estima por causa de um pai tirânico e oportunista, capaz de explorar o trabalho dos filhos, roubando-lhes a infância.
Aos poucos, a mídia noticia o desenrolar dos acontecimentos em torno dessa morte, tão surpreendente, ocorrida às vesperas da turnê de despedida do cantor, em sua residência em Los Ângeles, nos Estados Unidos. Certos detalhes, como a destinação da herança, por exemplo, mereceram destaque por dias, bem como com quem ficaria a guarda de seus filhos.
Outra coisa que tem intrigado a todos é o fato de não terem sido divulgados os laudos que esclarecem a morte, e pra nós brasileiros, o fato de demorar tanto tempo pra ocorrer o enterro. Lá nos Estados Unidos, os velórios são extremamente demorados, o que nos assombra, pois dá a idéia de prolongar o sofrimento da despedida eterna que é a morte. Também causa estranheza o fato de o corpo do cantor estar em local desconhecido, fato que pode evocar ao velho mito do não morreu. Por último, a frieza de John Jackson ao lidar com a partida do filho é algo que enoja, pois, o infeliz aproveitou o ensejo pra lançar um novo selo de gravadora.
Toda a trajetória de Michael Jackson reflete a gigante máquina da indústria fonográfica, capaz de faturar milhões com a vendagem de discos e com shows que rodaram o planeta, no auge do sucesso, vindo a conhecer os dissabores e as injustiças do show bussines. Michael foi a expressão e personificou o showman, o popstar, sendo moldado pelos produtores que o cercavam, a fim de render milhões através de sua imagem.
Sua excentricidade, permaneceu incompreendida, levando as massas a mal interpretá-lo. Infelizmente, só após a sua morte, foi possível entendermos as razões que o levaram a embranquecer, a ter cabelo liso e a conviver com crianças. Muitos de nós, jamais imaginou que de fato, ele era portador de vitiligo, uma doença que prejudicou profundamente a sua pele, levando-o a clarear a pele. Os cabelos, eram peruca, porque o couro cabeludo fora queimado durante as gravações de um comercial de tv, há 25 anos atrás.
Enfim, toda a tristeza e solidão da vida de um homem que não teve infância, que foi explorado desde que se entendeu por gente, até o momento de sua morte, graças à profissionais de saúde, que visavam dinheiro, ao invés de preservar uma saúde já tão frágil, teve um desfecho digno, naquela belíssima cerimônia, no ginásio de Losangeles, na semana passada.
A fala da pequena Paris, resumiu tudo o que deveríamos saber a respeito de Jackson desde o inicio: "ele foi o melhor pai que se pode imaginar." Isso é suficiente, para que se entenda que somente o amor é capaz de superar todas as imensas dificuldades.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Aumento nos transportes e a vergonha nacional:
Hoje, 1º de julho de 2009, entra em vigor as novas tarifas de ônibus interestaduais e os pedágios que são cobrados em muitas rodovias brasileiras. Os reajustes, são em média de 7%. Toda a imprensa notícia isso. Nesse momento, eu penso: há quanto tempo o funcionalismo público não tem aumento de 7%, por exemplo? Quando temos 7% de desconto em nosso impostos? E a redução de 7% de alunos em sala de aula? Nunca.
Novamente, devo dizer dos custos que envolvem ter e manter um veículo no Brasil: a maior taxa tributária (sobre cada peça do carro), combustível em preços altíssimos, mesmo com a redução do valor dos barris de petróleo e o uso de álcool na gasolina comum. Enquanto isso, o governo favorece as empresas de automóvel, com incentivo fiscal e empréstimos milhonários.
Esse aumento, demonstra a falta de compromisso do governo com a população, pois, não se dispõe em momento nenhum a facilitar a vida do contribuinte, adiando tais aumentos, por exemplo. Os empresários que administram as estradas não podem ter prejuízo, enquanto a maioria da população pode e deve pagar pela irresponsabilidade da crise econômica, gerada por um capitalismo selvagem e egoísta.
Enquanto isso, os funcionários públicos tem seu aumento estagnado, arrochado, suprimido. Os funcionários do setor privado, tem seus salários reduzidos e sua vida financeira posta em dificuldades cada vez maiores.
Como eu gostaria que as pessoas percebessem tais coisas e tomassem uma atitude, do tipo: hoje não vamos viajar, pra não pagar pedágios e colaborar com esses empresários que só pensam em si mesmos.
É interessante perceber, como a mídia colabora com esse processo. Há dias, tem sido veiculados na imprensa reportagens que mostram as maravilhas de estradas pedagiadas. Mostrou-se a redução de gastos com a manutenção de veiculos e outras facilidades, como menos despesas com manutenção. Ótimo, mas e o DNIT, serve pra quê?
Eu não me importaria de pagar pedágio, se tivesse o meu IPVA reduzido.... Antes que me perguntem: eu acredito em Papai Noel!
Arrogância Intelectual:
Ontem, fui a um evento numa faculdade pública daqui de S. Paulo, e pude ver como certas pessoas tem a capacidade (e a necessidade) de se auto-afirmar, de se colocar num pedestal, para ser admirado e até mesmo invejado por todos.
No referido evento, em que estava sendo lançado um livro, em meio a um debate sobre a temática, um dos debatedores teve a audácia de descaracterizar a obra, frente a autora, objetivando ressaltar suas qualidades intelectuais. Com um discurso cansativo e uma fala sempre extremamente técnica, o palestrante mostrou como pode ser irritante a arrogância intelectual de pessoas mal resolvidas, carentes de atenção, elogios e aplausos.
Esse tipo de pessoa, não percebe que sua importância acontece porque existem as outras pessoas. O que seria do artista sem público? O que seria do autor sem o leitor?
É desagradável dividir nem que seja alguns instantes com essa gente que se acha a última bolacha do pacote. São cansativos. Dão sono. Dão vontade de ser o contrário. O avesso do avesso, só pra não sermos confundidos nem de longe com tais figuras.
Humildade e generosidade, caem bem em qualquer situação. E o melhor: nunca caem de moda!
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